quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cigana

( à amiga Luciana Pedreira)

Na palma da mão
Um sinal.

O que ficou daquela esperança ?
E das certezas inimigas de criança,
As ingênuas intrigas
Algo sobrenatural.

Ficou suspensa na poeira ?
Num pensamento qualquer exato
Retratado em óleo abstrato
Ou como queira.
Agora é surreal.

E as vagas previsões ?
Os conturbados sentidos ,
Anéis , vestidos rodados e cordões
Em quais corações perdidos ?
Alheios ao bem e o mal.

Talvez no etéreo movimento
Na respiração mais profunda
Onde todo sangue inunda
Como um corte visceral.

E nada entenderei
Um dia ...
Do prazer ao sofrimento.
Na palma da mão
Um sinal.

1 comentários:

Zenilda Lua disse...

Parabéns André!

a alma da gente até fica com
cheirinho de infinita ternura...

Voltarei com mais afeto!
BjZ