Porque andas apreensiva ?
Se tão breve é a nossa vida.
Vem os ventos do poente
E sopro imperceptível
À deslocar de nível
O que nos era incoerente.
Giram-se os mundos calados
Ouvindo os poetas ardentes
O escárnio dos descrentes
E o pranto dos enlutados.
O ritmo da vida permanece
Mas nós não somos os mesmos
O Tempo as malhas da mudança tece
Nossas memórias são jardins tão ermos.
Porque andas apreensiva ?
Se o amanhã não mostra o seu rosto ?
Não sabes acaso à deriva
Vão-se os barcos do sonho ao sol posto ?
E que a Lua ressurge e abraça
Tanto o que tomba , quanto ao que passa
Haverás de ser sempre querida
Mesmo por mim com essa asa partida
Que vontade de Deus desenlaça
terça-feira, 2 de junho de 2009
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