quinta-feira, 31 de julho de 2008

Priscila Haydée

Tão poeta a bela serena
A palavra em ti brilhou,
Flor da pele a arte plena
Teu verso raro sentenciou.

Sentenciou enfim o fim ?
Em meus confins , a paz
A boca muda , não e sim
Confesso : poeta jamais...

E morrerei talvez amanhã
Na calma manhã cinzenta
Sonhando , cama sem lã
Lágrima , riso , tormenta.

Tão poeta a bela serena
Eis meus versos démodé
Sou a tinta sem a pena
Que pena ! Poeta Haydée.

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