sábado, 24 de maio de 2008

Voar...Voar.

O vôo cego destes sonhos
Enfermo lapso , insanidade ?
Bateu-me no peito a saudade
Daqueles amores enfadonhos.

Então, restou-me revolver
O passado , lonjuras abismais
Aquém das portas celestiais
Um pecado mortal à cometer.

O fato é , que o real existe
Sem a menor santa piedade
E assim o dia finda-se triste
No espelho : incredulidade.

O vôo cego destes sonhos
O poeta , um astro vagabundo
Pai de poemas tão bisonhos
E marginal do concreto mundo.

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