Quero Senhora os vagos sonhos
Mergulhados em rubros licores
Surgirei assim dos umbrais medonhos
Nada nas mãos , apenas tremores.
Tremores qual pêndulo do indeciso tempo
Dias estes , pálidos , apenas escombros
Bateu-me no peito o fracassado intento
De chorar em seus delicados ombros.
E nas profundezas desses mares
Naufrago minha pífia fantasia
Navegando por desertos de densos ares
Sou o servo desta escrava apatia.
Quero Senhora os sonhos vagos
Em taças quebradas os sorverei
Encharcados da sua magia e da ira dos magos
Alucinado , desemparado morrerei.
sábado, 24 de maio de 2008
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