sábado, 24 de maio de 2008

Dona Cecília

(à Cecília Meireles)

Maravilhoso o Mar Absoluto
Sem palavras , Flor de Poemas
Isto ou Aquilo , apenas escuto
Tuas liguagens fortes e serenas.

Declamarei o Poema Natural
E o Romanceiro da Inconfidência
Cada livro seu é cortante e visceral
Expondo sua hábil eloquência.

Senhora Dona , com sua licença
Desculpe-me pelo atrevimento
Ler sua obra , seria entender a crença
Do humano e mortal movimento ?

E guardarei seus eternos versos
Como alguém numa santa vigília
Poemas seus aqui tão imersos
E decisivos para mim Dona Cecília.

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