Criar uma outra atmosfera
Reverter a inevitável mutação
O Tempo , guardião da espera
De uma Quinta e última Estação.
Acatar o tudo , exagero do nada
Princípio da desventura humana
Minha existência amanhã apagada
Apesar da luz que em mim derrama.
Ah ! inóspitos caminhos
Desertos absolutos da alma
Esmagam-me como frágeis ninhos
E depois me exibem na fria palma.
E como dominar tamanha loucura ?
Atos inimigos da mais pura intenção
Equilibro-me nesta falsa lisura
Nas linhas incertas da dúbia razão.
Criar uma outra atmosfera
Reverter a inevitável mutação
Do Tempo , restou-me a espera
E quimeras de solidão.
sábado, 22 de março de 2008
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