Portas e janelas arrancadas
Memórias em ruínas estão
Livros , saudades empoeiradas
Minha vida saiu e bateu o portão.
E subirei sonâmbulo a escada
Cada degrau um acontecimento
Mesa de feltro , carta marcada ?
Corredor repleto de esquecimento.
As paredes sustentam os vultos
Quadros , mortos antepassados
Olhares que me seguem ocultos
Meus remorsos tão assombrados.
É o fim , me jogarei da sacada
Numa última e inútil reflexão
Serei eu a estátua quebrada
Pedaços de mim pelo chão.
sábado, 22 de março de 2008
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