sábado, 22 de março de 2008

Última Morada

Portas e janelas arrancadas
Memórias em ruínas estão
Livros , saudades empoeiradas
Minha vida saiu e bateu o portão.

E subirei sonâmbulo a escada
Cada degrau um acontecimento
Mesa de feltro , carta marcada ?
Corredor repleto de esquecimento.

As paredes sustentam os vultos
Quadros , mortos antepassados
Olhares que me seguem ocultos
Meus remorsos tão assombrados.

É o fim , me jogarei da sacada
Numa última e inútil reflexão
Serei eu a estátua quebrada
Pedaços de mim pelo chão.

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