( À Karina Costa )
Haverá talvez um outro universo
Onde somente tuas estrelas habitarão
Cadente olhar aqui tão imerso
Nos infinitos perdidos na mansidão.
Na terra permanecerá o denso retrato
Entre poeira , poesias e nada mais
Dividindo o espaço com este ar de recato
Em molduras escuras e celestiais.
E ventos de agosto e diáfanas cortinas
Acariciarão o seu breve rosto
Descerrando de suas retinas
Saudade , melancolia e desgosto.
Haverá talvez um outro universo
Onde somente tuas estrelas habitarão
Representarás o tempo , personagem perverso
Em palcos remotos de solidão.
sábado, 22 de março de 2008
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